Pilates na gravidez facilita o parto

Durante o período de gestação, o corpo vai mudando rapidamente, e essas mudanças causam muito desconforto, fazendo com que a mulher sinta dores e apresente uma má postura.

Nessa fase os exercícios de condicionamento feitos com o auxilio das Técnicas de exercícios do Pilates podem ser de grande ajuda, amenizando as dores e melhorando a postura. Mas para isso, primeiramente a gestante deve procurar orientação médica, e caso não haja contra-indicação médica, ela poderá inicializar o exercício após completar o terceiro mês de gestação podendo continuar praticando até o final do sétimo mês, mais nunca se esquecendo de comunicar seu médico antes.

O Pilates durante a gravidez proporciona muitos benefícios tais como: Fortalecimento e alongamento da musculatura do abdômen, também dos glúteos e da parte inferior das costas, que é parte do corpo responsável pela sustentação da coluna vertebral, além de diminuir a sensação de desconforto muito comum entre as grávidas, diminui também o inchaço das pernas e as dores nas costas.

A gestante que pratica Pilates adquire um bom condicionamento físico que proporciona a ela um bem-estar, além de controlar o peso terá um abdômen mais forte tornando o trabalho de parto mais fácil.

Como os músculos do abdômen estarão mais fortes irão facilitar o nascimento do bebê. O útero irá se contrair para expulsar o bebê, e automaticamente neste momento como um ato reflexo, a mulher faz a pressão abdominal que empurrará o bebê pelo canal da vagina. Nesta hora pode se perceber os benefícios de Pilates, pois um abdômen forte facilita e muito esse trabalho. Outra vantagem para quem pratica o Pilates, é que após o nascimento do bebê, se a musculatura estiver bem preparada, a recuperação será mais rápida.

Durante a prática do Pilates, sem dúvidas a prioridade é que os movimentos sejam executados corretamente, sendo que a grávida deve estar acompanhada por um instrutor qualificado para que possibilite e garanta uma postura adequada. Nestes casos, o principal objetivo é fazer poucas repetições de movimentos e com uma carga leve para que não venha a causar problemas durante a gravidez. Para isso procure uma academia especializada.

Afinal você não gostaria de comprometer a saúde do seu bebê, não é mesmo.

 

Fonte: Tem Dicas

Pilates: prática de bem estar

Hoje em dia, muitas pessoas praticam exercícios de forma errada, deixando de lado a preocupação com a respiração, com a boa postura, e trazendo, muitas vezes, prejuízos para a coluna, para os ossos ou a musculatura.

Praticar exercícios é essencial, mas deve ser feito de forma correta, caso contrário, poderá trazer consequências negativas para o corpo.

Pensando no desenvolvimento da consciência corporal, foi criado o Pilates. Você sabe o que é e como funciona?

Criado em 1920 pelo alemão Joseph Pilates, é um método de exercícios em que se usa o peso do próprio corpo para realizar força. Ele tem inúmeros objetivos, como fortalecer os músculosreeducar a posturaa reabilitação físicaaumentar a flexibilidade, melhorar a respiração e promover o bem estar.

 

Pilates para todos:

Devidamente acompanhado por um profissional especializado, como não traz impactos nocivos para as articulaçõesmusculatura ou ligamentos, o pilates é indicado para todas as pessoas, de qualquer idade.

 

Como o Pilates atua:

O foco do método Pilates é na qualidade de vida e no equilíbrio entre corpo e mente, bem como no respeito e na consciência corporal.

As aulas de Pilates são em turmas pequenas, supervisionadas por um profissional, que atenderá as necessidades de cada aluno em particular. Como o objetivo é trazer harmonia e equilíbrio muscular, os exercícios são suaves e eficazes, com poucas repetições de movimento, mas com grande número de repertórios, no colchão apropriado ou nos aparelhos. São, em média, nove aparelhos específicos utilizados, além de bolas e outros acessórios.

Quais são os benefícios do Pilates?

Pilates traz inúmeros benefícios aos seus adeptos, tais como:

• Construção de uma postura correta e natural.
• Aumenta a resistência física e mental.
• Aumenta a flexibilidade e promove o alongamento corporal.
• Melhora a concentração e a coordenação motora.
• Estimula o sistema circulatório.
• Maior relaxamento e alívio do estresse e das tensões.
• Diminuição das dores crônicas.
• Facilita a drenagem linfática e a eliminação das toxinas.
• Melhora a respiração.
• Aumenta a força muscular e previne lesões.

Enfim, não restam dúvidas de que o Pilates traz muitos benefícios à saúde, certo?

Para quem deseja começar, vá ao Espaço Boa Forma e tenha o corpo saudável e a mente tranquila. Experimente o Pilates!

 

Curiosidades sobre o Pilates
• O Pilates teve influência do Yoga, das artes marciais e dos exercícios praticados pelos antigos gregos e romanos.
• O método Pilates somente chegou ao Brasil em 1997, trazido pela professora Inelia Garcia.
• Durante a Primeira Guerra MundialJoseph Pilates inventou inúmeros aparelhos de exercícios se utilizando de partes de amortecedores dos carros alemães.
• Por ter uma saúde debilitada quando criança, Joseph Pilates dedicou a vida a pesquisar sobre atividades que o deixassem forte e saudável, até chegar ao método que hoje leva o seu nome.

 

Fonte: Portal Luiza.

O verão chegou, e agora?

Qual é a melhor opção para praticar atividade física na estação mais quente do ano? 

É um fato que as pessoas se sentem mais dispostas em treinar na estação mais quente do ano, o Verão, mas para chegar à estação mais quente do ano em forma, devemos “pegar leve” e optar por modalidades indoor, por exemplo, como o Pilates.

Muitas vezes as pessoas não estão preparadas fisicamente para executar uma atividade que as levem a exaustão e isso pode agravar em atividades outdoor, principalmente porque os movimentos dos exercícios já geram calor e eleva a temperatura corporal. Esse processo é alterado ainda mais com os mesmos exercícios feitos sob o sol, podendo levar o praticante a desconfortos como a hipertemia e acarretando também: queda de pressão, dores de cabeça, desmaios, enjôos entre outros sintomas.

Além de poupar o sistema de refrigeração corporal, permitimos a ventilação interna, o que é mais difícil de ocorrer em outras atividades.

Existe a vantagem em praticar o Pilates porque se destaca principalmente pelos benefícios do método. Há uma preocupação também pela ação das musculaturas mais profundas do tronco (transverso do abdômen, assoalho pélvico, multifídios e paravertebrais), no qual, além de manter uma melhor estabilização de centro e proteger a coluna de futuras lesões, é possível ganhar uma melhor consciência corporal e em poucos meses ter um resultado de tonificação na parede abdominal.

Independente do ambiente no qual a atividade física é praticada, certos cuidados não podem ser deixados de lado, e lembre que mesmo em atividades como no Pilates, o uso de roupas leves e confortáveis, a hidratação ou até mesmo a recuperação (de 24 a 72 horas de “repouso” em esforço físico) não devem faltar em sua rotina de treino. Caso opte por “encarar” o sol, prefira horários matutinos, até 10h ou após as 16h, que são períodos onde os raios UVB estão menos intensos no dia.

A prática do Pilates é voltada para um treino equilibrado e proporciona um bem estar não só para pessoas que já praticam como também para clientes iniciantes, principalmente por não ter contra indicações, mas sim modificações para cada tipo de cliente. Em pouco tempo vemos resultados como: a melhora do equilíbrio e força muscular, alívio de tensões e dores, melhora da postura, coordenação motora, consciência corporal… O ritmo e a intensidade devem ser menores que o habitual em outras épocas do ano, o objetivo do Pilates é fortalecer com consciência e os exercícios em geral, visam sempre a qualidade do movimento.

Vale ressaltar que frequentando as aulas de duas vezes por semana ou até mesmo todos os dias com uma sessão de uma hora de duração, dentro de um mês já é possível sentir uma musculatura mais forte e equilibrada.

Procure um instrutor especializado pelo método e pratique inteligência! Desfrute ainda mais da última estação do ano com segurança e eficiência!

Fonte: WWW.revistapilates.com.br

Pilates emagrece?

Pilates é famoso por criar corpos alongados, torneados e em forma. Mas o emagrecimento não decorre exclusivamente da prática de Pilates, é necessária uma combinação de fatores como a prática frequente e uma alimentação equilibrada.

Veja abaixo como a prática de Pilates ajuda na perda de peso:

1. Os exercícios queimam calorias. A quantidade de calorias queimadas depende do tipo de corpo e do nível de esforço;

2. Criando massa muscular magra, como o Pilates faz, é uma das melhores maneiras de aumentar o seu potencial de queima de calorias;

3. Pilates tonifica e modela o seu corpo;

4. Uma das melhores maneiras de parecer e sentir-se mais magro e ter uma postura bonita. O Pilates faz isso enfatizando a manutenção de um bom alinhamento corporal;

5. Pilates promove uma respiração profunda e eficiente, o que é essencial para a queima de calorias e a regeneração de tecidos;

6. Ao se engajar em um programa de exercícios, como o Pilates, ocorre uma melhora da auto-estima e um aumento da consciência para o estilo de vida. Ambos são associados com a perda de peso.

O Pilates é um programa que pode ajudar a manter os níveis de energia para todo o dia. No entanto, ele não é usado normalmente como um exercício aeróbico. Assim, algumas pessoas gostam de combinar Pilates com outros tipos de exercícios aeróbios (corrida, bike, natação, etc) de maneira a maximizar sua perda de peso.

No Espaço Boa Forma além de você contar com todos os aparelhos para a prática do Pilates, você conta ainda com uma infra-estrutura para exercícios aeróbicos.

 
Fonte:  Revista Pilates

Pilates na área do Fitness e além do Fitness

Mas não só o uso clínico do método tem merecido atenção dos cientistas. Responder a perguntas ainda não esclarecidas na área do fitness também é objeto frequente das pesquisas. Quem busca o Pilates apenas como uma forma de malhação vê na prática um modo de ganhar força e flexibilidade. E, claro, melhorar a definição da área abdominal. Mas será que isso pode mesmo ser atingido? De acordo com os pesquisadores que têm se dedicado a estudar a prática, sim. E a boa notícia é que os resultados aparecem pouco depois das primeiras aulas. Foi a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Centro de Saúde da Turquia. Ao acompanhar um grupo de 38 mulheres sedentárias, eles perceberam que cinco semanas após o início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Nas 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. Pesquisa semelhante realizada na Universidade do Estado do Colorado (EUA) constatou esses mesmos ganhos entre voluntários de meia-idade. “E os benefícios foram percebidos com a prática de exercícios de intensidade relativamente baixa, que podem ser realizados sem aparelhos”, anotou no estudo June Kloubec, coordenadora do trabalho.

Mas há o outro lado da moeda. Após testes realizados para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pela pesquisadora Michele Olson, da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), acendeu-se o alerta vermelho para a crença de que o Pilates pode ser usado como método de emagrecimento por si só. O que Michele constatou foi que a queima calórica das aulas da modalidade é baixa. No nível básico, uma hora de Pilates equivale a menos de 200 calorias. “Pilates é um treino de força e resistência”, disse Michele à ISTOÉ. “Se a pessoa quer queimar calorias, o melhor é praticar corrida ou spinning”, acrescentou. Isso não significa dizer, porém, que é preciso trocar o estúdio pelo tênis. O Pilates pode ajudar a emagrecer. “Ao começar a praticar, o aluno percebe mudanças positivas no corpo, como força, alinhamento postural, menos dores”, diz a fisioterapeuta Kátia Pinho, do Studio Airmid, de São Paulo. “Sua autoestima aumenta muito, o que é fundamental para iniciar um programa de emagrecimento.”

Além disso, ele contribui para manter o peso. O trabalho muscular aumenta a massa magra no corpo que, por sua vez, potencializa o consumo calórico do organismo. Na prática, quer dizer que ganhar músculos (e para isso o Pilates é muito válido) aumenta a quantidade de calorias consumidas pelo corpo para manter-se, pois as células musculares gastam mais energia para funcionar do que as células de gordura. Mais uma das qualidades do Pilates.

Fonte: Istoe.com.br

“A Oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais”

O fluxo de pacientes dos consultórios para os estúdios tem inspirado outra tendência: a oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais. Na Clínica Mayo, centro de referência médica mundial, localizada nos Estados Unidos, o interesse nos benefícios que a técnica pode oferecer a pessoas doentes é tão grande que a instituição está realizando uma pesquisa para delinear melhor os ganhos obtidos. “Há um grande número de pessoas que tiveram câncer aderindo ao método”, informa a médica Daniela Stan, da instituição americana. A pesquisadora está concluindo um estudo com 15 mulheres, previsto para ser publicado no início de 2012. Durante três meses, as voluntárias participaram de aulas na instituição sob os olhos atentos de Daniela. “Há melhoria dos movimentos no lado do corpo afetado pela doença, assim como maior flexibilidade”, disse à ISTOÉ. “Também notamos melhora no humor e na satisfação com o corpo.”

Outra instituição a oferecer aulas é o prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos. Por lá, pacientes que têm ou tiveram tumor de mama podem usufruir de uma aula por semana, indicada para ajudar no controle dos sintomas, como dor e fadiga. Na Suny Upstate Medical University, em Siracusa (EUA), as indicações são mais amplas. “Usamos para ajudar na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos”, contou à ISTOÉ Karen Kemmis, fisiologista do exercício e responsável pelo serviço. “Se alguém, por exemplo, sofre com dor no ombro e minha avaliação mostra que essa pessoa não tem um bom controle do movimento nessa região, usamos o Pilates para melhorar os padrões de movimento, prevenindo a ocorrência de mais prejuízos na área”, explicou.

No centro americano, o método é utilizado ainda para auxiliar na reabilitação de portadores de doenças neurológicas. “Entre eles estão indivíduos com doença de Parkinson e que sofreram acidente vascular cerebral”, contou Karen. Nesses casos, além de contribuir para a melhora de movimentos prejudicados, estimula a habilidade de concentração.

A tendência de implementar estúdios em hospitais já começa a ser vista também por aqui. Exemplos são os hospitais Brasil, Integrante da Rede D’Or, e Albert Einstein, ambos em São Paulo. “Usamos como continuidade do tratamento ortopédico em pacientes que tiveram alta”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, do Albert Einstein.

A instituição atende em média 20 pessoas por mês. “É uma atividade segura, que preserva bastante as articulações”, acrescenta Simone. A equipe responsável pelas aulas é formada apenas por fisioterapeutas. E o cuidado é intenso. “O médico nos manda uma carta dizendo o que o paciente tem, o que ele não pode fazer e quais objetivos devem ser atingidos”, diz a fisioterapeuta Marta Cordeiro Pereira, do Hospital Brasil. No Rio de Janeiro, a técnica está na lista das atividades sugeridas pela Clínica Cardiomex, coordenada por médicos especializados em medicina do esporte e cardiologia. “Entre outros benefícios, o Pilates reduz o estresse”, diz a cardiologista Isa Bragança.

Fonte: istoe.com.br

 

 

Médicos indicam a prática de Pilates

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Simone, do hospital Albert Einstein (SP),
usa a técnica na reabilitação de lesões

Corrobora com o trabalho italiano a revisão proposta pelo fisioterapeuta Edward Lim, do Hospital Geral de Cingapura – a primeira sobre o tema. Lim reuniu sete pesquisas de diversas partes do mundo. Todas sobre o efeito do Pilates em pacientes com dores na parte inferior da coluna. A conclusão: o método é realmente válido para tratar o problema. “Mas os exercícios precisam ser estruturados para atender aos variados quadros clínicos dos pacientes”, disse Lim à ISTOÉ.

Como o que ocorre com a dor lombar, o uso da técnica para casos de fibromialgia também vem ganhando respaldo científico. Em especial após a divulgação dos primeiros resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Uludag, na Turquia. A equipe acompanhou 50 voluntárias durante 12 semanas. Divididas em dois grupos, metade das mulheres frequentou aulas de Pilates e as demais foram orientadas a praticar exercícios de relaxamento e alongamento em casa. Enquanto o primeiro grupo relatou melhoras significativas na dor, o segundo teve alterações positivas bem pequenas.

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CLÍNICA
No Hospital Brasil (SP), a fisioterapeuta Marta atende pacientes indicados por médicos

As comprovações têm encorajado médicos a indicar a técnica a seus pacientes. “É um recurso muito útil, em especial nos casos de dor nas costas sem causa específica”, afirma o traumatologista e ortopedista Alberto Mendes, de São Paulo. “Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna”, diz o médico. O reconhecimento da importância do método também pode ser medido por sua incorporação pela fisioterapia. “Temos uma resolução que ampara o fisioterapeuta no uso do Pilates como recurso terapêutico”, diz Wiron Correia Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia.

A chave para entender esses benefícios está em um dos fundamentos preconizados pelo alemão Pilates: o equilíbrio. “Quando as cadeias musculares estão em equilíbrio, há redução da dor”, explica Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, que também indica o método. Pessoas em busca de redução da dor já formam um grupo comum nos estúdios. “Em 80% dos casos, nossos alunos vêm com esse objetivo”, conta Juliana Takiishi, coordenadora de Pilates do Centro de Bem-Estar Levitas, em São Paulo. Parte deles chega às aulas por conta própria. A outra, por recomendação médica.

Fonte: istoe.com.br

A força do pilates

O método começa a ser indicado por médicos e ganha espaço dentro dos hospitais para auxiliar na recuperação de males como dor, câncer e doenças neurológicas.

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No mundo do fitness, a explosão de novas modalidades é uma constante. Mas, normalmente, com a mesma velocidade com que surgem, elas desaparecem após poucos meses. Quando resistem, tornam-se aqueles fenômenos que mudam a história da malhação e a maneira como enxergamos a atividade física. Foi assim com o surgimento da aeróbica, com a expansão da musculação e assim está sendo com o Pilates. Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método rapidamente caiu no gosto dos bailarinos, que o usavam como complemento ao treino. Mas foi só a partir da década de 90 que se popularizou, atraindo milhares de adeptos em todo o mundo e tornando-se a maior revolução do fitness dos últimos anos. Só nos Estados Unidos, primeiro país a receber um estúdio com aulas da modalidade (ministradas pelo próprio Pilates em Nova York), estima-se que cerca de dez milhões de pessoas o pratiquem. No Brasil, não há dados precisos, mas o crescimento pode ser observado pela grande quantidade de estúdios e de pessoas que se confessam fãs do Pilates. “A rápida percepção dos resultados incentiva cada vez mais gente a aderir à técnica”, analisa a fisioterapeuta Solaine Perini, presidente da Associação Brasileira de Pilates. “Isso faz dele o método de condicionamento físico que mais ganha adeptos no mundo.”

As razões para se buscar o Pilates são as mais variadas. Há desde os desejosos de esculpir o corpo (inspirados por celebridades como a cantora Madonna, que credita parte de sua boa forma à técnica) até os interessados em exercícios capazes de ajudar na prevenção ou na recuperação de problemas como dores e lesões. Como anseios tão diferentes cabem dentro de um mesmo método? “Pilates se preocupou em criar uma técnica que trabalha a saúde como um todo”, considera Inelia Garcia, uma das primeiras instrutoras do método no Brasil e hoje dona de um império com mais de 47 estúdios e dez mil alunos espalhados por todo o País. “O corpo torna-se mais forte, flexível e resistente”, diz. “Na parte mental, os exercícios melhoram a concentração e a memória. E o trabalho com a respiração ajuda no controle das emoções”, completa.

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 A abrangência das lições deixadas por Pilates chama mesmo a atenção. Vem de uma preocupação constante que guiou o seu trabalho: imprimir ciência à técnica. Toda a metodologia de Pilates parte do conceito de “centro de força” (ou power house). O termo, por ele criado, define a região central do corpo humano. “São os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome”, diz Aline Haas, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e instrutora certificada pela Pilates Method Alliance, dos Estados Unidos. “Eles são os flexores e extensores da coluna e do quadril e estão na musculatura profunda da pelve.” De acordo com os princípios preconizados por Pilates, fortalecer essa região é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.
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Lech é um dos médicos que indicam a prática aos pacientes

Ao compreender o trabalho muscular realizado durante os movimentos, Pilates criou exercícios e aparelhos capazes de estimular os músculos, inclusive os mais profundos e em geral pouco acionados no cotidiano. Os resultados são tão impressionantes que têm ocupado o tempo dos cientistas. Parte deles está especialmente interessada em levantar mais do que transformações corporais que o método pode proporcionar. Querem conhecer as suas possíveis indicações terapêuticas.

E o que se descobriu até agora é alentador. Um exemplo: trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica.

Fonte: Istoe.com.br

Quem pode praticar Pilates ?

Método Pilates pode ser praticado por pessoas de todas as idades; pessoas sedentárias, atletas ou bailarinos e por todos que desejam adquirir, manter e melhorar a performance física. Além do condicionamento físico, também é indicado para prevenção e reabilitação de algumas patologias.

  • Adolescentes: previne e corrige alterações posturais, devido a má postura, excesso de peso e crescimento rápido, os quais muitas vezes proporcionam dores e encurtamentos musculares.
  • Terceira Idade ou Melhor Idade: previne a osteoporose, protegendo a estrutura óssea, e não causa lesões, porque os exercícios são realizados sem impacto articular. Além disso, auxilia no alívio da dor, controle muscular, coordenação, melhora a capacidade respiratória e circulatória, resgatando a auto-estima e vitalidade para o dia-a-dia.
  • Gestantes: fortalece a musculatura do assoalho pélvico, que irá contribuir para o pré e pós parto (ajudando na incontinência urinária); auxilia na manutenção da postura, diminuindo as dores lombares; melhora a respiração, a circulação, a flexibilidade proporcionando relaxamento, mas sempre respeitando as limitações impostas pela gestação.
  • Pessoas com dores e alterações posturais decorrentes de patologias, tais como: Hérnia de disco; Tendinite; Artrose; Espondilólise; Espondilolistese; Osteoporose; Lombalgia; Lombociatalgia; Hiperlordose; Hipercifose, Escoliose, entre outras.
  • Sequelas Neurológicas decorrentes de: AVC (Acidente Vascular Cerebral), TRM (Traumatismo Raquimedular), TCE (Traumatismo Crânio-Encefálico), Distrofias Musculares, Parkinson, entre outros. Os exercícios são adaptados obedecendo ao quadro neurológico do paciente.

Novo conceito de postura pede corpo mais flexível

Numa visão simplista, cuidar da postura é endireitar as costas; numa abordagem mais sofisticada, pode ser realinhar as várias articulações do corpo.

As novas teorias apostam mais na flexibilidade do que em modelos de colocação “certa” do corpo.

“Não existe uma boa postura estática. Os estudos de ponta da ergonomia dizem que a melhor postura é aquela em que você pode se mexer, se ajeitar”, afirma a fisioterapeuta Maria Emília Mendonça.

Não quer dizer que não existam regras saudáveis de postura. “A gente tem que saber se sentar direito, ficar em pé de uma forma boa. Mas o mais interessante é ter um corpo que se modifica conforme a solicitação do momento”, diz André Trindade, psicólogo especializado em psicomotricidade.

Trocar a perseguição de uma postura ideal pelo corpo possível tira um peso das costas de muita gente. O que é ótimo tanto para o esqueleto quanto para a mente, segundo o médico e psicólogo Saulo Cardoso.

Ele segue uma linha terapêutica desenvolvida pelo norte-americano Stanley Keleman. De acordo com sua teoria da “anatomia emocional”, as áreas do cérebro ligadas às emoções tanto regulam como são reguladas pelas regiões responsáveis pelo controle motor e muscular.

A Folha não usa postura como sinônimo de atitude, mas, para muitas pessoas, esse sentido colou à palavra. A causa pode ser a percepção de que a organização corporal, as emoções e os comportamentos não andam separados.

ESTADOS EMOCIONAIS

“Postura nunca é uma coisa só física; é a forma como você se coloca diante do mundo”, diz Mendonça.

Uma pesquisa da Unifesp confirmou isso. Cerca de 30 voluntários passaram por testes padronizados para avaliar sintomas de depressão e de ansiedade. Depois, foram fotografados em pé e sentados. As posturas foram analisadas por fisioterapeutas.

Cruzando as informações, os pesquisadores descobriram que desvios corporais específicos se relacionavam consistentemente aos estados emocionais -por exemplo, cabeça projetada em quem estava ansioso, ombros elevados quando a pessoa estava mais alegre e peito fechado nos deprimidos.

“Algumas coisas podem parecer óbvias, mas poucos percebem, porque as alterações [na organização corporal] formam uma espécie de couraça muscular, que passa a ser o ‘natural’, e a pessoa fica rígida naquela postura”, diz José Roberto Leite, coordenador do departamento de psicobiologia da Unifesp, onde foi feito o estudo.

Desarmar a postura e sair da rigidez é um canal para tentar manter “a espinha ereta (ou melhor, flexível) e o coração tranquilo” -mas nem tudo é simples assim.

“Às vezes, a pessoa tenta mudar seu corpo a partir de um modelo fixo e acaba se engessando em outra postura dita como correta. Mas você tem que trabalhar a postura na mobilidade. O que a gente pode fazer é ‘entrar’ na postura, ‘sair’ da postura, entrar de novo”, diz a fisioterapeuta e professora de dança Betty Gervitz.

Na vida real, mesmo quem é do ramo não consegue ficar certinho o tempo todo.

“Conheço tudo sobre ficar bem sentada, mas, quando estava escrevendo minha tese de doutorado, acabava desabando na cadeira. Mas sabia como compensar, levantava, ativava os músculos”, conta Maria Emília, que é professora de ginástica holística.

Ficar muito tempo sentado é o grande nó postural da atualidade. “O corpo se constrói sob a ação da gravidade. Precisamos ficar em pé”, afirma Maria Emília Mendonça.

Horas em frente ao computador criam uma cascata de efeitos no corpo e na mente. Uma questão é o olhar. “Para ler na tela, fixamos o olho, e a tendência é enrijecer o pescoço”, diz Mendonça.

O olhar determina a postura. No sentido literal, porque ao olhar para frente a pessoa automaticamente alinha o pescoço e a cadeia de músculos e articulações seguintes. E no sentido figurado, porque é preciso saber se olhar para ganhar consciência corporal.

“A grande dificuldade de quem vai dançar é ter de se encarar no espelho, reconhecer suas limitações. Mas é um jeito possível e prazeroso de descobrir qual é a melhor postura para cada um”, diz Betty Gervitz.

Não precisa ser dança.Tirar a bunda da cadeira sempre é bom. “Quem fica só sentado não usa os glúteos e não tem força de reação ao solo, que transmite ao corpo as informações da força de gravidade. Isso deixa a pessoa meio anestesiada. É forte dizer isso, mas amortece a capacidade de julgamento”, acredita Mendonça.

De novo, variar posições é um segredo. Outro é lembrar que a coluna não é o eixo de sustentação. “O que nos sustenta são pernas, pélvis, glúteos”, afirma Mendonça.

Finalmente, relaxar é tão importante para a postura quanto o trabalho muscular, diz André Trindade. “A gente quer movimento, descanso e variedade. É o que o corpo e a cabeça precisam.”

Fonte: Folha.com

 

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